No espírito de manter a disciplina criada, o clássico escolhido para esse primeiro ciclo foi um livro de Charles Dickens. Muito dessa decisão foi inspirada por uma dica de Mario Vargas Llosa sobre o autor e pelo filme Além da Vida de Clint Eastwood em que o protagonista tem uma grande admiração pelo autor, preferindo-o a Shakespeare.
Confesso que nunca li nenhum dos reais classicos de Dickens, apesar de conhecer muitas histórias pelos filmes - Great Expectations, A Christmas Carol -, e achei que poderia ser um bom começo ler um conto de detetive que ele tenha escrito. Então baixei a versão gratuita do livro para o Kindle e comecei a ler meu clássico da vez.
A história é curta e simples: um agente de seguro de vidas é visitado por um elemento bastante suspeito que, a primeira vista, parece um cavalheiro, mas no fundo é um grande canalha assassino. O protagonista, que lembra muito o personagem de Tim Roth na série Lie to Me, afirma que é possível ler uma pessoa pelas suas expressões faciais, e que muitas vezes podemos não ser enganados pelas aparecencias se realmente prestarmos atenção nas pessoas.
A simplicidade da narrativa e o desfecho anticlimático me decepcionaram um pouco depois de um início bastante promissor.
Senti que realmente não foi um clássico de Dickens lido e prometo ler outro para poder compensar esse.

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