23.1.11

Hunted Down: Detective Stories by Charle Dickens

No espírito de manter a disciplina criada, o clássico escolhido para esse primeiro ciclo foi um livro de Charles Dickens. Muito dessa decisão foi inspirada por uma dica de Mario Vargas Llosa sobre o autor e pelo filme Além da Vida de Clint Eastwood em que o protagonista tem uma grande admiração pelo autor, preferindo-o a Shakespeare.

Confesso que nunca li nenhum dos reais classicos de Dickens, apesar de conhecer muitas histórias pelos filmes - Great Expectations, A Christmas Carol -, e achei que poderia ser um bom começo ler um conto de detetive que ele tenha escrito. Então baixei a versão gratuita do livro para o Kindle e comecei a ler meu clássico da vez.

A história é curta e simples: um agente de seguro de vidas é visitado por um elemento bastante suspeito que, a primeira vista, parece um cavalheiro, mas no fundo é um grande canalha assassino. O protagonista, que lembra muito o personagem de Tim Roth na série Lie to Me, afirma que é possível ler uma pessoa pelas suas expressões faciais, e que muitas vezes podemos não ser enganados pelas aparecencias se realmente prestarmos atenção nas pessoas.

A simplicidade da narrativa e o desfecho anticlimático me decepcionaram um pouco depois de um início bastante promissor.

Senti que realmente não foi um clássico de Dickens lido e prometo ler outro para poder compensar esse.

Just Kids - Patti Smith

Li o livro em português, mas preferi colocar a capa em inglês. A história sobre o título, que consta no verso do livro, é muito mais simbólica e poética em sua língua original do que na tradução para o português - Só garotos.


Fui atraída pelo livro por ser uma biografia de uma de minhas cantoras e poetas preferidas, mas fui surpreendida por um livro que é mais o relato de uma amizade e de uma época do que o de uma vida.


Patti Smith, conta sobre como se tornou a precursora do punk rock americano, de um jeito poético e suave, menos rock n roll do que eu idealizada, mas muito mais rock n roll do que qualquer coisa no mundo.


Sua relação de amor e amizade com Robert Mapplethorpe é o fio condutor de sua história de quem sonha em ser artista e precisa descobrir o que isso quer dizer do jeito mais difícil. Um sonho que partilho e como ela, temo não saber se é meu caminho.


Uma biografia perfeita para servir de inspiração para começar o ano, mudar de vida, e virar artista. 


Afinal, como dizia Nietzsche: Art is the proper task of life.

Novos rumos

Idéias de livros na cabeça.
Livros para ler, ainda não para escrever.

Idéias de registrar tais livros em um blog.
Por que a memória falha e muito e não é possível lembrar de tudo que se leu neste mundo.

Idéias de uma disciplina e um método.
Um livro clássico.
Um livro novo.
Um livro já lido.
Um livro de negócios.
Uma biografia.
Não necessariamente nesta ordem, mas pelo menos neste ciclo para criar a sensação de ordem.

A partir de agora o blog é sobre isso.