26.2.11

Design Thinking - Tim Brown

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Finalmente terminei. O livro de negócios desse primeiro ciclo, na verdade, é um livro que eu comecei ano passado e fui deixando pra trás e lendo outros antes de terminar - coisa que eu tento evitar para manter a disciplina.

O livro é ótimo. Conta casos interessantíssimos de como uma abordagem de design aplicada a situações do dia a dia e com foco no ser humano pode trazer soluções inovadoras e inesperadas para problemas universais. Tim Brown é o CEO da IDEO, reconhecida empresa de design responsável por alguns dos designs mais importantes da atualidade.

A procrastinação se deu devido ao tema ser muito próximo do meu dia a dia. Acho que muitos dos conceitos apresentados no livro já são explorados, debatidos e praticados no que faço para viver, o que tornou o livro um pouco óbvio conceitualmente para mim.

Obviamente, os diversos exemplos e dicas de como melhorar a abordagem de design para a resolução dos problemas enriqueceu meu repertório e ajudará a manter vivo esse conceito que eu acredito tanto.

Recomendo muito para qualquer um que ainda está preso em jeito de resolver as coisas em uma sociedade industrial. Essa nova sociedade em rede permite muito mais criatividade e participação.

Afinal, como diz Tim Brown, todos nós somos muito mais inteligentes do que qualquer um de nós.

Quotes memoráveis:

As restrições podem ser mais bem visualizadas em função de três critérios sobrepostos para boas idéias: praticabilidade (o que é funcionalmente possível num futuro próximo); viabilidade (o que provavelmente se tornará parte de um modelo de negócios sustentável); e desejabilidade (o que faz sentido para as pessoas).


Um briefing bem elaborado deve deixar margem para a imprevisibilidade e a criatividade. Se você já sabe o que quer, normalmente não faz sentido procurar.

Mesmo com as melhores das intenções a memória das pessoas não é perfeita e suas respostas refletirão o que acham que deveria ser a resposta correta.


...O design thinking precisa se voltar à formulação de um novo e participativo contrato social... Estamos todos juntos no mesmo barco.


O design thinking requer fechar a "lacuna entre o saber e o fazer"


Partir do ser humano aumenta as chances de desenvolver uma idéia revolucionária e encontrar um mercado receptivo.


O Design Thinking e a Organização:
1- Comece pelo inicio
2- Assuma uma abordagem centrada no ser humano
3- Fracasse logo, fracasse com frequencia.
4- Procure ajuda profissional
5- Compartilhe a inspiração
6- Misture projetos grandes com pequenos
7- Ajuste o orçamento ao ritmo da inovação
8- Procure talentos
9- Crie designs para o ciclo.


O Design Thinking e Você:
1- Não pergunte "o quê?", pergunte "por quê?"
2- Abra os olhos (observe o mundano)
3- Visualise
4- Desenvolva as idéias alheias
5- Exija opções
6- Equilibre seu portfólio
7- Elabore o design de uma vida 


Links:
http://blogs.warwick.ac.uk/inspireslearning/entry/quotes_from_design/
http://designthinking.ideo.com/

6.2.11

Pequena Abelha - Chris Cleave

Dentro de nossa bolha ocidental de fartura e segurança, o significado de terror muitas vezes nos vem na forma de um relato verdadeiro ou ficcional sobre uma outra realidade. Entendemos por alguns instantes o que essa palavra realmente significa, mas dificilmente experimentamos realmente esse sentimento.

Não que eu seja ingênua demais para achar que por aqui não há miséria e injustiça e terror, como em diversos outros lugares do mundo. Não que eu me ache totalmente improvável que algum dia esse sofrimento todo que é descrito venha a se aproximar de mim (rezo que não e agradeço todo dia minha sorte).

Mas admito que faço parte de uma classe média burguesa e cheia de privilégios que não experimenta realmente o desespero e o limite da maldade humana - a não ser por uma exceção ou um acaso do destino.

O livro Pequena Abelha de Chris Cleave faz com que um acaso faça com que a triste realidade de uma refugiada africana invada a vida perfeita de um casal inglês. Não vou contar o livro, como a contra capa pede, mas direi que ele faz pensar sobre problemas reais que enfrentamos e que ignoramos todos os dias.

Muito bem escrito e alternando a narrativa entre as duas personagens principais (a Pequena Abelha do título e Sarah, uma mulher inglesa), o livro faz pensar sobre o real significado de doação e que pode realmente importar em nossas vidas.

Vale a pena pensar nisso de vez em quando e não esquecer que um problema de trabalho não é realmente o fim do mundo.