10.9.11

A morte de Ivan Ilitch - Lev Tostoi

Um clássico. Nunca havia lido nada de Tolstoi (tirando umas 100 páginas de Guerra e Paz, que realmente não contam) e confesso que vou repetir a dose em breve.

O livro tem 3 contos além do do título: Senhor e Servo, O Prisioneiro do Cáucaso e Deus Vê a Verdade, Mas Custa a Revelar.

Todos eles tratam mais ou menos da mesma coisa: escolhas que vc faz na vida, que todo mundo vai morrer mesmo e tudo que a gente pode fazer é ser bom com a gente mesmo e o melhor jeito de fazer isso é ser bom com os outros.

Vou tentar lembrar disso sempre.


3.4.11

Contos

Entrei numa vibe vários livros ao mesmo tempo de novo.

Assim que conseguir terminar qualquer um deles eu faço uma resenha para que eu lembre que o li algum dia.

Nesse interim, no entanto, consegui ler alguns contos magníficos. Não havia colocado contos na lista, por total preconceito desse genero, que eu acho, na verdade é meu genero favorito.

Uma história curto com começo, meio e fim e que concentra em suas poucas páginas e palavras emoções, teses, suspense e felicidade do jeito que são. Como se fossem memórias, recortadas da linha do tempo e destacadas pela sua beleza.

26.2.11

Design Thinking - Tim Brown

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Finalmente terminei. O livro de negócios desse primeiro ciclo, na verdade, é um livro que eu comecei ano passado e fui deixando pra trás e lendo outros antes de terminar - coisa que eu tento evitar para manter a disciplina.

O livro é ótimo. Conta casos interessantíssimos de como uma abordagem de design aplicada a situações do dia a dia e com foco no ser humano pode trazer soluções inovadoras e inesperadas para problemas universais. Tim Brown é o CEO da IDEO, reconhecida empresa de design responsável por alguns dos designs mais importantes da atualidade.

A procrastinação se deu devido ao tema ser muito próximo do meu dia a dia. Acho que muitos dos conceitos apresentados no livro já são explorados, debatidos e praticados no que faço para viver, o que tornou o livro um pouco óbvio conceitualmente para mim.

Obviamente, os diversos exemplos e dicas de como melhorar a abordagem de design para a resolução dos problemas enriqueceu meu repertório e ajudará a manter vivo esse conceito que eu acredito tanto.

Recomendo muito para qualquer um que ainda está preso em jeito de resolver as coisas em uma sociedade industrial. Essa nova sociedade em rede permite muito mais criatividade e participação.

Afinal, como diz Tim Brown, todos nós somos muito mais inteligentes do que qualquer um de nós.

Quotes memoráveis:

As restrições podem ser mais bem visualizadas em função de três critérios sobrepostos para boas idéias: praticabilidade (o que é funcionalmente possível num futuro próximo); viabilidade (o que provavelmente se tornará parte de um modelo de negócios sustentável); e desejabilidade (o que faz sentido para as pessoas).


Um briefing bem elaborado deve deixar margem para a imprevisibilidade e a criatividade. Se você já sabe o que quer, normalmente não faz sentido procurar.

Mesmo com as melhores das intenções a memória das pessoas não é perfeita e suas respostas refletirão o que acham que deveria ser a resposta correta.


...O design thinking precisa se voltar à formulação de um novo e participativo contrato social... Estamos todos juntos no mesmo barco.


O design thinking requer fechar a "lacuna entre o saber e o fazer"


Partir do ser humano aumenta as chances de desenvolver uma idéia revolucionária e encontrar um mercado receptivo.


O Design Thinking e a Organização:
1- Comece pelo inicio
2- Assuma uma abordagem centrada no ser humano
3- Fracasse logo, fracasse com frequencia.
4- Procure ajuda profissional
5- Compartilhe a inspiração
6- Misture projetos grandes com pequenos
7- Ajuste o orçamento ao ritmo da inovação
8- Procure talentos
9- Crie designs para o ciclo.


O Design Thinking e Você:
1- Não pergunte "o quê?", pergunte "por quê?"
2- Abra os olhos (observe o mundano)
3- Visualise
4- Desenvolva as idéias alheias
5- Exija opções
6- Equilibre seu portfólio
7- Elabore o design de uma vida 


Links:
http://blogs.warwick.ac.uk/inspireslearning/entry/quotes_from_design/
http://designthinking.ideo.com/

6.2.11

Pequena Abelha - Chris Cleave

Dentro de nossa bolha ocidental de fartura e segurança, o significado de terror muitas vezes nos vem na forma de um relato verdadeiro ou ficcional sobre uma outra realidade. Entendemos por alguns instantes o que essa palavra realmente significa, mas dificilmente experimentamos realmente esse sentimento.

Não que eu seja ingênua demais para achar que por aqui não há miséria e injustiça e terror, como em diversos outros lugares do mundo. Não que eu me ache totalmente improvável que algum dia esse sofrimento todo que é descrito venha a se aproximar de mim (rezo que não e agradeço todo dia minha sorte).

Mas admito que faço parte de uma classe média burguesa e cheia de privilégios que não experimenta realmente o desespero e o limite da maldade humana - a não ser por uma exceção ou um acaso do destino.

O livro Pequena Abelha de Chris Cleave faz com que um acaso faça com que a triste realidade de uma refugiada africana invada a vida perfeita de um casal inglês. Não vou contar o livro, como a contra capa pede, mas direi que ele faz pensar sobre problemas reais que enfrentamos e que ignoramos todos os dias.

Muito bem escrito e alternando a narrativa entre as duas personagens principais (a Pequena Abelha do título e Sarah, uma mulher inglesa), o livro faz pensar sobre o real significado de doação e que pode realmente importar em nossas vidas.

Vale a pena pensar nisso de vez em quando e não esquecer que um problema de trabalho não é realmente o fim do mundo.

23.1.11

Hunted Down: Detective Stories by Charle Dickens

No espírito de manter a disciplina criada, o clássico escolhido para esse primeiro ciclo foi um livro de Charles Dickens. Muito dessa decisão foi inspirada por uma dica de Mario Vargas Llosa sobre o autor e pelo filme Além da Vida de Clint Eastwood em que o protagonista tem uma grande admiração pelo autor, preferindo-o a Shakespeare.

Confesso que nunca li nenhum dos reais classicos de Dickens, apesar de conhecer muitas histórias pelos filmes - Great Expectations, A Christmas Carol -, e achei que poderia ser um bom começo ler um conto de detetive que ele tenha escrito. Então baixei a versão gratuita do livro para o Kindle e comecei a ler meu clássico da vez.

A história é curta e simples: um agente de seguro de vidas é visitado por um elemento bastante suspeito que, a primeira vista, parece um cavalheiro, mas no fundo é um grande canalha assassino. O protagonista, que lembra muito o personagem de Tim Roth na série Lie to Me, afirma que é possível ler uma pessoa pelas suas expressões faciais, e que muitas vezes podemos não ser enganados pelas aparecencias se realmente prestarmos atenção nas pessoas.

A simplicidade da narrativa e o desfecho anticlimático me decepcionaram um pouco depois de um início bastante promissor.

Senti que realmente não foi um clássico de Dickens lido e prometo ler outro para poder compensar esse.

Just Kids - Patti Smith

Li o livro em português, mas preferi colocar a capa em inglês. A história sobre o título, que consta no verso do livro, é muito mais simbólica e poética em sua língua original do que na tradução para o português - Só garotos.


Fui atraída pelo livro por ser uma biografia de uma de minhas cantoras e poetas preferidas, mas fui surpreendida por um livro que é mais o relato de uma amizade e de uma época do que o de uma vida.


Patti Smith, conta sobre como se tornou a precursora do punk rock americano, de um jeito poético e suave, menos rock n roll do que eu idealizada, mas muito mais rock n roll do que qualquer coisa no mundo.


Sua relação de amor e amizade com Robert Mapplethorpe é o fio condutor de sua história de quem sonha em ser artista e precisa descobrir o que isso quer dizer do jeito mais difícil. Um sonho que partilho e como ela, temo não saber se é meu caminho.


Uma biografia perfeita para servir de inspiração para começar o ano, mudar de vida, e virar artista. 


Afinal, como dizia Nietzsche: Art is the proper task of life.

Novos rumos

Idéias de livros na cabeça.
Livros para ler, ainda não para escrever.

Idéias de registrar tais livros em um blog.
Por que a memória falha e muito e não é possível lembrar de tudo que se leu neste mundo.

Idéias de uma disciplina e um método.
Um livro clássico.
Um livro novo.
Um livro já lido.
Um livro de negócios.
Uma biografia.
Não necessariamente nesta ordem, mas pelo menos neste ciclo para criar a sensação de ordem.

A partir de agora o blog é sobre isso.